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Taxas de MBRF e Minerva disparam agora com pressão no mercado de proteínas

O mercado de proteínas está enfrentando um cenário desafiador, com as taxas de títulos de empresas como MBRF e Minerva subindo devido à pressão no mercado. Isso ocorre porque os investidores estão…

Taxas de MBRF e Minerva disparam agora com pressão no mercado de proteínas
Foto reprodução / Imagem ilustrativa instagram

O mercado de proteínas está enfrentando um cenário desafiador, com as taxas de títulos de empresas como MBRF e Minerva subindo devido à pressão no mercado. Isso ocorre porque os investidores estão exigindo uma remuneração maior para carregar esses papéis, refletindo um aumento na percepção de risco do setor. A mudança no ciclo do gado no Brasil, com uma oferta mais restrita de animais para abate, está encarecendo a matéria-prima dos frigoríficos e comprimindo as margens. Além disso, a política comercial da China e as exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos adicionam fatores de pressão. Como resultado, os certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) emitidos por empresas de proteínas passaram a oferecer retornos significativamente maiores nas últimas semanas.

A alta nas taxas é uma consequência da mudança no ciclo do gado no Brasil, que entrou numa fase de oferta mais restrita de animais para abate. Isso encarece a matéria-prima dos frigoríficos e comprime as margens. Nos Estados Unidos, o cenário é semelhante, com o rebanho ainda próximo da mínima histórica do ciclo e a recuperação não devendo ganhar tração antes de 2028. A política comercial da China também é um fator de pressão, com uma cota de importação de carne bovina equivalente a 65% do volume exportado em 2025, e até março, 43% dessa cota já havia sido utilizada. O Itaú BBA estima que o Brasil pode atingir o limite ainda no terceiro trimestre. Além disso, a União Europeia exige que o Brasil comprove o cumprimento de regras sobre uso de antimicrobianos até setembro de 2026, sob risco de restrições adicionais às exportações.

As empresas de proteínas, como JBS, MBRF e Minerva, já sentiram os efeitos desse cenário nos resultados do primeiro trimestre de 2026. A JBS reportou EBITDA com queda de aproximadamente 30% na comparação anual, com margem recuando de 7,8% para 5,2%. A MBRF registrou EBITDA ajustado de R$ 3,1 bilhões, queda de 3,2%, com margem de 7,8%. A Minerva foi a única a crescer no resultado operacional, com alta de 16,2% no EBITDA para R$ 1,118 bilhão, mas também sentiu pressão nas margens, que recuaram para 8,3%. Nesse contexto, os CRAs de Minerva, BRF e Marfrig passaram a negociar com yields no quartil superior do universo de emissores comparáveis. O setor de proteínas está passando por um momento de volatilidade e incerteza, o que pode afetar a renda fixa e a renda variável das empresas.

No mercado, é comum que os investidores busquem valorização em setores que estão passando por dificuldades, mas também é importante considerar os riscos. Nesse caso, as empresas de proteínas precisam lidar com a mudança no ciclo do gado, a política comercial da China e as exigências da União Europeia. Apesar do cenário desafiador, o Itaú BBA destaca que as companhias analisadas compartilham um fator mitigante relevante: posição. Isso pode ajudar a reduzir os riscos e a estabilizar o mercado.

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