A maior disputa societária do Brasil, que envolveu a empresa Eldorado Celulose pelo controle da empresa, também foi o maior teste para a arbitragem empresarial no país.

A disputa entre J&F e Paper Excellence pelo controle da Eldorado Celulose acumulou questionamentos sobre a arbitragem, suspeitas de espionagem, troca de árbitros e batalhas judiciais paralelas. Durante sete anos, a disputa não encontrou solução judicial ou arbitral, mas sim um acordo bilionário fechado em uma sala do banco BTG Pactual, no qual a família Batista aceitou recomprar a parte do antigo sócio por US$ 2,7 bilhões.

O caso da Eldorado expôs os limites do sistema de resolução de conflitos fora dos tribunais, mas não representou uma derrota para o modelo de arbitragem. A maior parte das arbitragens ainda são resolvidas fora dos tribunais.

Mesmo com seus custos e restrições, a arbitragem se consolidou como o principal foro usado por grandes companhias para resolver disputas societárias, concessões e fusões. Um sistema técnico, confidencial e caro que virou o tribunal discreto dos negócios.

A arbitragem empresarial, que completa três décadas no país em 2026, enfrentou seu maior desafio, mas não foi derrotada. O caso da Eldorado serviu como um teste para o sistema, expôs seus limites e consolidou a arbitragem como um modelo eficaz para resolver disputas entre grandes empresas.


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Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: redacao@camillodantas.com.br

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