A proposta apresentada pela Raízen também envolve a criação de uma nova dívida, distribuída entre as duas principais unidades de negócio: 37,4% ficarão na Raízen Combustíveis e 17,6% na Raízen Energia, unidade agrícola. A dívida nova da operação de combustíveis terá um custo de CDI + 275 bps em reais ou 8,5% ao ano em dólar, com vencimentos em 2032 e 2034. Já a dívida da parte de Energia terá um custo de CDI + 125 bps ou 7% ao ano em dólar, com prazos até 2033 e 2035. Além disso, a operação agrícola ganha um alívio adicional, com a possibilidade de capitalizar os juros em vez de pagá-los em dinheiro nos três primeiros anos, ao custo de 200 bps acima da taxa contratada.
A proposta da Raízen oferece duas opções alternativas para credores: um título de prazo muito longo, com vencimento em 2047 e deságio de 80%, e uma janela de pagamento à vista limitada a R$ 9,75 mil por credor, com teto agregado de R$ 150 milhões. Essas opções visam oferecer mais flexibilidade aos credores e ajudar a viabilizar a renegociação da dívida. Com essa proposta, a Raízen busca reestruturar suas dívidas e melhorar sua situação financeira, o que pode ter implicações significativas para a empresa e seus credores. É importante notar que a situação pode ser complexa e requer uma análise cuidadosa de todos os aspectos envolvidos.