O fundo chinês Silk Road Fund está comprando uma participação minoritária indireta na Aliança Geração de Energia, empresa brasileira que gerencia hidrelétricas e usinas solares. A transação é feita pela Cang Yuan Investment, holding internacional do Silk Road Fund, e depende da aprovação do Cade. A Aliança é controlada por um fundo ligado à gestora BlackRock e opera sete hidrelétricas em Minas Gerais e no Espírito Santo, três complexos eólicos no Ceará e no Rio Grande do Norte, além da usina solar Sol do Cerrado, em Minas. O valor do negócio não foi divulgado.
A operação envolve a compra de uma fatia do GIP Horizon Co-Invest, veículo de coinvestimento administrado pela Global Infrastructure Management, pela Cang Yuan. Isso permite que o fundo chinês entre com uma participação menor na Aliança, sem assumir o controle da empresa. Já foi noticiado que o GIP Horizon pagou cerca de US$ 1 bilhão à Vale em setembro de 2025 para assumir o comando da Aliança, com a mineradora ficando com 30% de participação na empresa.
A entrada do fundo chinês na Aliança pode ter implicações no setor de energia renovável do Brasil. A empresa é uma das principais geradoras de energia renovável do país e opera em vários estados brasileiros. A participação do Silk Road Fund pode atrair mais investimentos para o setor e permitir que a Aliança amplie suas operações. No entanto, a entrada de um investidor estrangeiro também pode gerar preocupações sobre a segurança de dados e a soberania nacional. Além disso, a participação do fundo chinês pode criar expectativas de crescimento e expansão da empresa, o que pode afetar a estabilidade do mercado.
A transação é parte de uma tendência de aumento da participação de investidores chineses em projetos de infraestrutura da América Latina. Em maio, a mesma Cang Yuan Investment entrou na Eixo SP, maior concessionária de rodovias do país. A entrada do Silk Road Fund na Aliança é outro exemplo de como os investidores chineses estão aumentando sua presença no continente.