First paragraph needs to introduce the main finding, its significance compared to existing records, like the Australian footprint. Also mention the recent publication of the studies in international journals. Importance is about filling a historical gap between Northern and Southern hemispheres.
Next, the method section: the initial observation in 2011 by geology students, the characteristics of the sandstone rocks that preserved the footprints. Then, the second site in Jabuti Indigenous Land in 2012, the involvement of FUNAI for research continuation. Mention the absence of associated fossils as a limitation but note the six different morphotypes identified.
I need to keep the tone neutral and use correct scientific terms. Avoid any forced conclusion. Check for extrapositions. Make sure the text flows without HTML, and stays between 3-4 paragraphs, 400-600 words. Also, use terms like “UFRR” instead of translating “Universidade Federal de Roraima” but maybe spell it out the first time.
Wait, the user mentioned to avoid forced conclusions, so I shouldn’t add any beyond what’s in the reference. The last part mentions the coordinator of the indigenous research, Lucas Barros, but the reference stops there. So I should end the paragraph after discussing him without making up more.
Also, need to mention that the footprints are in iron-oxidized sandstone, which protected them from erosion. The age estimate is over 110 million years. Limitations include the absence of fossils for precise species identification, but they have six morphotypes and are expecting confirmation of two more.
I should structure the first paragraph with the main discovery, the second with the method and context, maybe a third paragraph about the team and ongoing research. Let me ensure the flow is logical and covers all required elements without exceeding the word limit. Check for proper scientific terms in Portuguese, like “arenito endurecido por óxido de ferro” as in the reference. Also, make sure the name “Lucas Barros” and his role are correctly mentioned.
A descoberta de pegadas fossilizadas de até 1,5 metro no norte de Roraima revela a presença de dinossauros gigantes na Amazônia, potencialmente formando um dos maiores conjuntos de registros de passos de répteis pré-históricos já documentados. Realizado por uma equipe da Universidade Federal de Roraima (UFRR), o estudo identificou mais de cem marcas na Formação Serra do Tucano, próximo à fronteira com a Guiana. O tamanho impressionante das pegadas, algumas comparáveis à maior registrada no mundo, na Austrália, sugere a existência de criaturas de porte excepcional. Publicado recentemente em duas revistas científicas internacionais, o achado destaca a importância da região para entender a diversidade dinosaúrica e a conectividade entre os registros fósseis do hemisfério norte e sul. A preservação dessas marcas em rochas de arenito endurecido por óxido de ferro, que resguardaram a superfície contra erosão durante mais de 110 milhões de anos, permite que a equipe trace um esquema detalhado das atividades desses animais.
As investigações tiveram início em 2011, quando estudantes de geologia da UFRR observaram padrões circulares repetidos em lajedos durante uma excursão ao município de Bonfim. Esse padrão indicou a presença de pegadas tridáctilas, característicos de dinossauros bipedes carnívoros (terópodes) ou herbívoros (saurópodes). Entre as marcas identificadas, uma pegada tridáctila tornou-se símbolo do estudo. O segundo sítio relevante foi descoberto em 2012 na Terra Indígena Jabuti, onde trilhas lineares de dezenas de metros foram encontradas. A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) autorizou recentemente a exploração científica do local, respeitando o território indígena. Apesar da ausência de fósseis associados às pegadas — condição necessária para identificar espécies —, os pesquisadores já detectaram pelo menos seis morfotipos distintos, com análise em andamento para confirmar dois extras.
A natureza dos sedimentos, composta por arenito rígido e protegido por óxido de ferro, explica a excepcional conservação das marcas. No entanto, a ausência de restos ósseos associados limita a precisão na classificação das espécies. Segundo o professor Vladimir de Souza, da UFRR, a descoberta é crucial para preencher lacunas sobre a fauna pré-histórica da região norte do Brasil. Até então, registros semelhantes estavam apenas no Maranhão, distantes mais de 2 mil km. A equipe ressalta que a análise das pegadas, além de mapear distribuição espacial, pode indicar comportamentos sociais e diététicos dos dinossauros, embasada na geometria e orientação das trilhas.
A pesquisa na Terra Indígena Jabuti é coordenada pelo geólogo Lucas Barros, que desenvolve seu trabalho em dissertação sobre os sítios fossilíferos. A interação com povos indígenas e a continuidade das expedições são essenciais para garantir a integridade dos locais e o avanço científico. A publicação de artigos em periódicos internacionais visa validar o protagonismo da equipe local, além de consolidar a Amazônia como berço de descobertas que ampliam o conhecimento global sobre dinossauros. O desafio futuro é expandir os estudos para outros pontos da Formação Serra do Tucano e integrar dados de sedimentos adjacentes à análise da ecologia pré-histórica do Cretáceo.
