A construção do túnel, que terá três faixas em cada sentido, uma linha para veículos leves sobre trilhos (VLT) e uma área dedicada a ciclovias e pedestres, visa agilizar o tempo de travessia entre as duas cidades de cerca de uma hora para cinco minutos. Atualmente, a população de 720.000 pessoas que se desloca entre as duas margens depende de uma conexão rodoviária de 40 quilômetros ou de balsas. A Mota-Engil venceu o leilão do projeto em setembro com uma oferta de desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública anual de R$ 438 milhões. O contrato é um dos maiores lançados no âmbito do Novo PAC.
O túnel submerso é uma obra complexa que exigirá um grande investimento e tecnologia especializada. A Mota-Engil terá que lidar com os desafios técnicos e ambientais para garantir a construção e operação segura do túnel. Além disso, a empresa terá que gerenciar a parceria público-privada e garantir que o projeto seja concluído dentro do prazo e orçamento estabelecidos. A concessão prevê uma receita adicional estimada em aproximadamente R$ 2,5 bilhões durante o período operacional.
A conclusão do túnel submerso de Santos-Guarujá deve ter um impacto significativo na região, melhorando a mobilidade urbana e reduzindo o tempo de viagem entre as duas cidades. A obra também deve gerar empregos e estimular o desenvolvimento econômico local. Com a assinatura do contrato, a Mota-Engil dará início aos trabalhos de construção do túnel submerso, que deve ser concluído em 30 anos.
