O Grupo Pão de Açúcar (GPA) está passando por um momento crítico em sua operação, com um prejuízo anual de R$ 824 milhões em 2025, mas com uma perspectiva de continuidade operacional em risco devido à crise de liquidez. A empresa, dona do Pão de Açúcar e do Extra, apresentou um capital circulante líquido negativo de cerca de R$ 1,22 bilhão no final de 2025, com empréstimos e debêntures que vencem neste ano somando R$ 1,7 bilhão. Para enfrentar essa situação, a nova gestão, liderada por Alexandre Santoro, está focada em três prioridades: geração de caixa operacional, disciplina financeira e aprimoramento da experiência do cliente. O objetivo é reduzir despesas, renegociar dívidas de curto prazo e garantir a continuidade operacional.
A crise de liquidez do GPA reflete um cenário econômico desafiador, com inflação alta e juros elevados, que afetam o consumo e a operação das empresas. A inflação, que encerrou 2025 em 10,2%, impactou o custo de insumos e produtos, enquanto as taxas de juros, que permaneceram altas ao longo do ano, encareceram o custo do crédito. Além disso, o mercado de trabalho, que apresentou uma recuperação lenta, também influenciou o consumo das famílias. Nesse contexto, o GPA busca melhorar sua eficiência operacional e reduzir gastos financeiros. A empresa fechou 2025 com um faturamento de R$ 20,6 bilhões, mas ainda enfrenta um prejuízo, o que alimenta as dúvidas sobre sua continuidade.
A nova gestão do GPA está implementando um plano de eficiência para ampliar o escopo do plano anunciado no final de 2025. O plano visa combinar ganho de eficiência no dia a dia com ganho de tempo no balanço, renegociando prazos e reduzindo gastos financeiros. A empresa busca gerar caixa operacional de forma consistente e reduzir a pressão de curto prazo no balanço. Com a continuidade operacional em risco, o GPA precisa executar seu plano com sucesso para garantir sua sobrevivência no mercado.
A situação do GPA é um exemplo dos desafios enfrentados por muitas empresas em um cenário econômico complexo. A crise de liquidez e a necessidade de geração de caixa operacional são desafios que muitas empresas enfrentam hoje em dia. A capacidade de adaptação e a implementação de estratégias eficazes serão fundamentais para a recuperação e a continuidade operacional dessas empresas.
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